Aqui vou eu a passar no corredor. No meio do barulho ouço em voz baixa alguém a chamar me, tão baixo que quase nem se distinguia no meio da agitação do turno da manhã. A minha resposta é:
- Só um momento, quando poder vou ai.
Triste mas real é isto que acontece vezes sem fim. Quando finalmente tenho aquele ''momento disponível'' vou até aquele que me chamou. Entro no quarto e deparo me com uma cena lamentável. No leito encontro uma pessoa que olha pela janela perdida em pensamentos, quem sabe lembrando como é boa a vida fora daquelas quatro paredes. Entro e pergunto com um sorriso o que queria ao chamar-me.
- Quero água, tenho a garganta seca!
Água, apenas água! O copo estava ali cheio ao seu lado na mesa de cabeceira era só esticar o braço e beber. Mas será assim tão fácil? Não, não é... Aquilo que é um simples gesto para qualquer um de nós, uma coisa que fazemos várias vezes por dia e que não valorizamos em nada para muitos depende da boa vontade alheia. Já imaginaram o que será estarmos aprisionados no nosso próprio corpo? Termos vontades e estas não poderem ser atendidas? Ou simplesmente não podermos ter o mínimo de privacidade seja ele em que sentido for? Lido com este tipo de situações diariamente, mesmo assim não consigo imaginar o que vai na cabeça destas pessoas que ali estão à espera que eu chegue perto delas para lhes trazer alguma comodidade ou simplesmente um gole de água para matar aquela sede de alguém que parece ter atravessado o deserto.
Todos temos aquele sentimento egoísta de que acontece sempre aos outros, não por mal mas é assim que a maioria de nós pensa o problema é que ''os outros'' também somos nós. Não desvalorizem as pequenas coisas da vida pois podem vir a ser o vosso bem mais precioso...
- Só um momento, quando poder vou ai.
Triste mas real é isto que acontece vezes sem fim. Quando finalmente tenho aquele ''momento disponível'' vou até aquele que me chamou. Entro no quarto e deparo me com uma cena lamentável. No leito encontro uma pessoa que olha pela janela perdida em pensamentos, quem sabe lembrando como é boa a vida fora daquelas quatro paredes. Entro e pergunto com um sorriso o que queria ao chamar-me.
- Quero água, tenho a garganta seca!
Água, apenas água! O copo estava ali cheio ao seu lado na mesa de cabeceira era só esticar o braço e beber. Mas será assim tão fácil? Não, não é... Aquilo que é um simples gesto para qualquer um de nós, uma coisa que fazemos várias vezes por dia e que não valorizamos em nada para muitos depende da boa vontade alheia. Já imaginaram o que será estarmos aprisionados no nosso próprio corpo? Termos vontades e estas não poderem ser atendidas? Ou simplesmente não podermos ter o mínimo de privacidade seja ele em que sentido for? Lido com este tipo de situações diariamente, mesmo assim não consigo imaginar o que vai na cabeça destas pessoas que ali estão à espera que eu chegue perto delas para lhes trazer alguma comodidade ou simplesmente um gole de água para matar aquela sede de alguém que parece ter atravessado o deserto.
Todos temos aquele sentimento egoísta de que acontece sempre aos outros, não por mal mas é assim que a maioria de nós pensa o problema é que ''os outros'' também somos nós. Não desvalorizem as pequenas coisas da vida pois podem vir a ser o vosso bem mais precioso...











